Viver de nostalgias, noite e dia. O tic-tac do relógio acompanha nossa oscilação entre a foto do velho aniversário e o café esfriando na mesa do agora. Viver de guardados, deixando o presente para depois. Para quando couber em nosso esquecido baú de recordações – cartas ilegíveis pelo tempo e pela vida, uma rosa amarfanhada e tão antiga, embalagens de bombons e presentes perdidos na memória e no espaço. É tudo casca, invólucro de borboleta frágil e amarela. Medrosa e amarela.
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