quinta-feira, 24 de maio de 2007

Luisinho se enamorou muito jovem. A idade, ao invés de auxiliá-lo, visto que a mocidade é uma era rósea e platônica, profundamente o perturbou. Aos quatorze anos, já dedicava longuíssimos e melosos poemas à sua amada Pérola, jóia rara e preciosa (essa belíssima metáfora, aliás, foi retirada do último terceto do penúltimo soneto da série entitulada “Sonetos Perolados”). Enfim, consta também que sempre trazia uma rosa matinal no bolso do paletó que muito bem combinava com a calça engomada. Pérola, porém, devido talvez à diferença de idades (era seis anos mais vivida), ignorou o amor do rapaz e resolveu se dedicar à arte solitária da dança na boate “Night Fervor”.

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