quarta-feira, 25 de julho de 2007

Caí do 20º andar, escorreguei do andaime, o elevador despencou, distraí o passo em um poça infinita de lama... seja em ideologias baratas ou em buracos negros, eu estou sempre caindo. Escorrego nas minha próprias mentiras e despenco todas as vezes em que, tentando ser neutra, vou para cima do muro. A cada vez que levanto do chão e sacudo a poeira, já é esperando pelo próximo tombo: tempo virá ainda do equilíbrio perfeito nas cordas bambas do meu dia-a-dia. Por enquanto, vou seguindo, mesmo que o caminho me espere com uma arapuca a cada esquina e que minha queda não sirva sequer para atrapalhar o tráfico, como a do construtor do Chico. O aprendizado da dor, a dor do aprendizado. A cada manhã, um recomeço.

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